quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

[ Wide overview ] - [ 12-01-2017 ]

I have always thought
about coming here
with someone
that would make me laugh
share the view
maybe a beer or wine
enjoy the rest
forget about things and time
lay down and talk
under the sunshine

Today I came here
all alone
snow around and
the wind is cold
I'm taking pictures of the branches
of the dry and dead trees
because this melacholic landscape
looks happier than me

...

a few sighs later 
I left there my silent scream
the one 
no one will ever listen
but eventually
by someone it will be seen

I went back home
following my footsteps track
involuntarily left on snow
that made me feel
not that lost
not that sad
not that alone
I never ask for help
because the strenght I need
I have inside myself








terça-feira, 10 de janeiro de 2017

[ no title yet ] - [ 09-01-2017 ]

the tears suddenly 
start dropping from my eyes
there is no obvious reason
I'm still trying to find it

If you ask me if I'm fine
I'll say 'yes' and smile
but later at home
the tears multiply 

Another cold and lonely night
I try to rest my head
but the tears come by
I just wish I could know
why I can't stop crying

I need something to drive me
to a different state of mind
I need to see ahead
something bigger than what I've left behind



sexta-feira, 25 de novembro de 2016

[ Instead of sleeping I'm writing poetry ] or [ Instead of sleeping I'm thinking about you ]

Imagine
me and you
laying on the grass
on a colorful blanket
It's early summer
We are in love
(Besides it looks like to be forbidden somehow)

and then we have
that warm feeling from the sun
and the fresh feeling from the wind
and the quick clouds
I play my guitar
while you think about
basically everything
that is really not that important in life
and we are both touched
by all those
sweet but rebel music notes

When the song is over
the sun, the quick clouds
the fresh wind
and whatever is around
will witness
the most passionate kiss
I can dream about


terça-feira, 1 de novembro de 2016

[ 03-02-2016 ]

Abana a brasa
dormente, mas nunca fria
Abano a brasa
sem saber lidar com o fogo
Desejos piromaníacos,
amores incendiários
As chamas fortes
a comprometer as estruturas
que ao desabar
não se ouvirão estrupidos,
mas gemidos

[ Flame - Alexandr Bratukhin ]

terça-feira, 14 de junho de 2016

[ 11-06-16 ]

And then he smiled
while looking at me
with his very lonely eyes
So then I realized
Sometimes sinners
experience
paradise
And there was still room
for one more kiss
in our
not the last
goodbye


[ Boletim Informativo Pessoal ]

Estou na Alemanha (Leipzig). Desde 3 de abril (de dois mil e dezesseis). Visitei Berlim 3 vezes até o momento.
Sempre que vou para Berlim quero vestir camiseta com estampa do David Bowie (eu vim com uma cinza e comprei uma branca por aqui). Berlim me lembra o filme da Cristiane F. No filme toca David Bowie.  Taí.

Sempre que volto de Berlim eu me visto meio (muito) rock n' roll.

Tenho um certo fascínio pelo Muro de Berlim e toda sua história. Tô com preguiça de escrever. Desculpa.

[ Esse é o meu pedaço favorito do Muro ]











sexta-feira, 10 de junho de 2016

[ 16-12-2015 ]

Para matar a sede de viver
bebeu todos os seus sonhos
embriagou-se
ficou soluçando suspiros
e andando em cirandas
riu à toa
e chutou uns baldes


segunda-feira, 6 de junho de 2016

[ Passará ] - [ 06-06-2016 ]

Tem dias
que tudo o que você precisa
é de alguém ao seu lado
para conversar de música,
bons livros e tolices
como
"o que se passa na mente de um passarinho
quando ele vê um carro
ou alguém dançando valsa?"

Normalmente nesses dias
as pessoas estão tão distantes
e o melhor remédio que você pode ter
é sentar ao sol,
colocar os fones no ouvido,
esquecer do espaço vazio ao seu redor
enquanto toma uma cerveja gelada,
observar os passarinhos
e tentar entender
por que é que eles andam
desse jeito tão errante
aos pulinhos e piados


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

[ Escrevo Equívocos Escrupulosamente ] - [ 03-02-2016 ]

Penso 
Pecados
Prazerosamente

Suo
Salgado
Substancialmente 

Mordo 
Molhado
Maliciosamente

Derreto 
Deitada
Deliciosamente


sábado, 12 de dezembro de 2015

[ 10-12-2015 ]

Teria quebrado
estilhaçado
empoeirado
meu coração
se fosse de cristal
mas é de sisal
entrelaçado
emaranhado
descabelado
É simples
a força das fibras
induvidável
sua inerente ingenuidade
não tem ciência da intensidade
que bate e faz bater
como tambor de guerra
que inspira e apavora
Se fosse sisal a pólvora
explosão de bem-querer
se fosse sisal a fala
as palavras de lamber
se fosse sisal o desejo
uma rede com você.

[ Boletim Informativo Pessoal ]

Sabe quando você se afasta de si mesmo? Quando você não se reconhece mais? Que você se distanciou das coisas simples que mais te davam prazer e personalidade?

Por mais pessoas que me inspirem a escrever poesia. Por mais silêncio para ler meus livros. Por mais paz de espírito e por mais ideologias (utopias também. São elas que nos tiram do conformismo).





segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Névoa e Lágrima [ 10-08-2015 ]

é tão estranho ver o presente virar passado
ali da sua varanda
bem em frente a seus olhos
aquela linda paisagem noturna
de repente tão dolorosa
o silêncio das lágrimas
o barulho dos grilos, da mata e dos carros
bagunçando os pensamentos já bagunçados
aquela névoa rotineira tão tranquila
tão conflitante com o amargor do momento.

A despedida.
A chave devolvida.
A revelação daquele detalhe romântico
que acontecia
enquanto eu dormia
e você insone
ia para essa mesma varanda,
observar a névoa, a noite, a mata,
o movimento dos poucos carros,
a lua e as estrelas, se elas estivessem por lá.
Depois voltava pra cama
e contemplava meu sono sossegado
e me fazia carinho.
E eu dormindo...

Nunca estiva tão ciente dessa transição...
O passado sempre pareceu não acontecer
Um dia, de repente, já fazia alguns tantos anos que eu tinha 17.
Mas nessa noite eu vi o tempo passando.
Nessa noite eu senti o peso da minha escolha
e o medo
e a tristeza
e o que era meu presente ficar ali com cara de bobo,
parecendo um sonho de criança
O sofá não parecia real
as paredes não pareciam reais
um cenário estranho.
E enquanto eu te abraçava várias cenas aconteciam naquele cenário
Desembrulhar a mesa...
Pintar paredes
O sol entrando por uma fresta da cortina naquele sábado à tarde
Se foi real?
Sim. Meus sonhos sempre foram reais.


sábado, 11 de julho de 2015

[ 08-07-15 ]

Suspiros de tristeza preenchem meu dia
Nessa quarta-feira desbotada
chove mais do que deveria
O piscar dos meus olhos inchados pesa para abrir
Vontade de não abrí-los...
Me chega pelos fones de ouvido a voz doce de Alceu Valença
numa melodia mansa de amor que me faz lembrar Olinda
(e você também)
Essa era uma daquelas músicas que eu ficava torcendo pra que você gostasse
Para ouvirmos juntos deitados na grama num dia de sol
Talvez umas cervejas e o ruído de alguns amigos de fundo
"Ruas desertas... Velhas paredes...
Desenho um verso e um coração vermelho...
De corpo inteiro um berro d'água tantas vezes..."
Não quero voltar mais pr'aquela casa vazia
"Sonhamos água..."
Não quero todo aquele espaço sobrando na cama
Não quero o silêncio.
Perdi a agulha da vitrola não sei como
Da última vez que a coloquei pra arranhar um disco estava frio também
Led Zeppelin. Tomando whisky Jack Daniels
"Pra nos deixar assim depois com sede..."
Mais um suspiro triste.
Sinto as lágrimas subindo aos olhos
Bocejo e olho pra cima pra disfarçar.
Hoje o dia vai ser longo.
(Mais um suspiro)
"Ruas desertas... Velhas paredes..."








domingo, 21 de junho de 2015

[ 21-06-15 ]

Essas lágrimas irreprimíveis
Só fazem com que o frio
Doa ainda mais
Só fazem com que o frio
Congele aquele sentimento quente
Que estava dentro de mim
Essas lágrimas
Não me deixam dormir
Essas lágrimas
Ainda me matam

sexta-feira, 29 de maio de 2015

[Aflorescência] - [04-10-10]


Sua pele de terra
Sua terra tão fértil
D'onde silenciosos afloram meus desejos
É você quem os semeia,
é você quem os rega,
e vem colher em mim os frutos
e se lambuza de mel em deleite




~


Pois é...estou aqui publicando de novo. Poema velho, porém inédito. Isso porque não encontro meu caderno recente de poemas em canto algum da casa.
Vou continuar procurando...
;)

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

[Aguardando a Primavera] - [18-09-2013]

Silêncio nos arredores
enchendo as ruas frias
gotas de tempo transescorrem pela janela
suspiros se misturam à atmosfera
o silêncio dele reflete o silêncio dela
tudo o que canta está de luto
aguardando a primavera



Chove, São Paulo... Chove... E faz afogar a pressa.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

[Lunatic Sunflower]


the lunatic sunflower
rose under the sea
swam until the coast
dreaming in being free
always face the sun
shy to flirt with the moon
time for the heart to shine
but time does not come soon
but nothing dares to disbelieve
you don't need a mirror to see
that you don't need to birth as flower
to a lunatic sunflower be






quinta-feira, 10 de outubro de 2013

[ Corpo Mundo ] - [09-10-2013]

Os restos de raios de sol,
furtivos feixes de luz
adentram quietos o silencioso quarto
invadindo as brechas da empoeirada persiana
ao colidir com o corpo nu e calmo
revelam os trópicos nada tristes
não exatamente tropicais
mas maravilhoso novo mundo
de brandos mares inavegáveis
mas insistentemente velados,
aqueles mares jamais velejados,
pelos olhos secos do marujo.

[Foto de Lucien Cleigue]

[Foto de Metin Demiralay]

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Quebra-cabeça de ponta-cabeça [Poemia]

O que impede o por enquanto de ser pra sempre?

-------X-------

calafrio no calabouço
calaboca, camarada

-------X-------

Despreparo
nunca avanço,
sempre paro

-------X-------

Domingo
Dorme
Dormingo

-------X-------

Por essas coisas
desinteressantes
interessei-me antes

-------X-------

Visagem
a bagagem me diz
que não está só de passagem

-------X-------

esquisito
quando você era feio
eu te achava mais bonito

-------X-------

auto-controle
é auto-punição
ou auto-salvação
(?)
inibição da ação
atormentação

-------X-------

Como é incrível
o invisível

-------X-------

Uma vitrola sem agulha
é de arranhar o coração

-------X-------

Colombo combina
com a concubina
colombina

-------X-------

Hoje meu ser
amanhã meu será
(nada que já não tenha sido)





quarta-feira, 7 de agosto de 2013

[ O homem, o mar, a onda e o vento ] - [07-08-2013]

... Como o homem que passou a vida a olhar o mar e na última noite de lua, ao ver a onda se desfazer em espuma, jurou ao vento que aquela onda transescorrida sempre o vinha visitar.
             O vento, sempre atento
             rebateu o argumento:
'como pode você saber que a onda era sempre a mesma? Que as mesmas gotas de água, os mesmos grãos de areia e sal se uniram e tentaram fugir daquele monte de mar?'
   E o homem respondeu tão sereno quanto o canto das sereias, que o sonho e a vontade têm essa capacidade de unir aqueles que sabem enxergar o brilho da felicidade.
             O vento, naquele momento
             ainda confuso viu nascer seu primeiro sofrimento
             Queria ele ser ele mesmo outra vez
             para poder voltar à praia
             e ver crescer aquela mesma onda,
             vê-la correr para fugir do mar,
             se atirar à praia,
             se agarrar à areia,
             e logo depois voltar a ser mar.
             E se assim fosse
             o vento, tão violento
             viraria brisa.
   Aquela brisa de mar que por anos sussurrou seus sonhos no ouvido do homem.




Um conto com fragmentos de poesia.
Será que alguém algum dia já pensou nas ondas como tentando fugir do mar?

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Poesia (des)concreta - [ Farelo estrutural ]





=)

E uma outra poesia que explica o contexto em que esse poema aí de cima se fez na minha cabeça:

No justo momento em que eu estudava cromatografia
me veio uma vontade danada de fazer poesia
e mesmo sabendo que não devia
entreguei-me à ...grafia


Esses tempos eu andava tristonha porque há um bom tempo não escrevia poesia, nem texto, nem conto, nem nada. Nem desenhava ou pintava. Meu violão tá cheio de pó, meus dedos ausentes de calos.
[ continuo meio que assim, até agora só rolaram esses poeminhas ]

E eu estava realmente preocupada com isso. Eu estava acreditando que o contato intenso com a engenharia e toda sua lógica e o pensamento matemático quadrático das tabelas do excel estavam dizimando toda minha capacidade de pensamento poético. Cheguei até a escrever no meu caderno de cabeceira o epitáfio para o meu eu-lírico:

[ Boletim Informativo Pessoal ] - [ 15-05-2013 ]

Tenho sentido uma vontade absurda de poesia. Minha e de meus amigos que já se aventuraram a encostar a ponta do lápis no papel. Mas meus amigos não fazem mais poesia. Eu não faço mais poesia.
Por muito tempo me perguntei "o que nos falta para fazer poesia?", mas hoje eu percebi que a pergunta certa é "o que nos resta para fazer poesia?".

[ FIM ]

Bom, agora digo que alguma coisa me restou. Ou talvez tenha sido a última manifestação da resistência artística contra o estudo da cromatografia gasosa.

Viva la revolución!!!!!!


segunda-feira, 8 de abril de 2013

Nem Escafandro, nem Kafka, nem Raul. Talvez borboleta.

Decidiram caetanear Jean-Dominique Bauby
e o viraram do avesso
A borboleta enfim entregue aos ventos como o finalmente feliz final para Kafka
A borboleta voa e busca o mundo
e sente o mundo
Respingos de mares ancestrais em suas asas
ondas vulcânicas de calor
O abrigo das flores mais coloridas
o frescor da manhã mais nova
Luz inaugural do dia
nos recém-abertos mil olhos
Esvoaçar danças noturnas
secretas
apenas o farfalhar das asas
no sutil afago estrelar
trocas silenciosas de olhares
que se abrem e se fecham
em máscaras miméticas
flerte simétrico
vestir as asas
dos vôos troposféricos
desnublar os sonhos
desnudar o etéreo.
Desbravar o tudo
descobrir mistérios.
Ah! se um dia a borboleta
sentir vontade de voltar
ao casulo
com pesar irá constatar
que nele já não cabe mais
e com frio a borboleta
em suas próprias asas
se fechará.
Abra as asas, borboleta (!)
e se lance num tufão.

[Vôo das borboletas - Mário Brazil]

[Trailer - O Escafandro e a Borboleta]

[Ahhhhhhhhhhhhhhhhhh - velha, velha, velha opinião]