quarta-feira, 4 de maio de 2011

[ H.C.B. ] - [ 20-03-2011 ]

Eu leio Bukowski.
Meu namorado até hoje acha que
Bukowski é filosofia
e ele me diz
que sou cheia de bancar a intelectual
andando por aí
com meus livros do Bukowski.
Quando ele descobrir,
quando ele ler Bukowski,
ele vai me dizer
"Hey! Eu que deveria ler Bukowski!
E você deveria achar isso muito
nojento e repugnante.
E me chamar de sujo!"
E eu vou rir
e dizer
que ele é muito bobo
e que eu acho Bukowski engraçado
Aí talvez ele entenda
que,
afinal,
eu nunca quis bancar a intelectual.
Mas eu realmente ficarei puta
se ele começar a ler Bukowski.




Hey hey hey!!!

Olha só eu aqui postando com certa periodicidade! Quem diria...

;)

Então, como disse no post anterior, li muito Bukowski. Essa (poesia)* é "sobre" ele e saiu no estilo dele (pelo menos é o que me parece).

* ainda hoje tenho dificuldade em classificar poema/poesia. =/

E a história é verídica. Meu namorado realmente achava que Bukowski se tratava de filosofia. Hahahahahaha. Bom, acho que agora ele já sabe que não é esse o estilo de Bukowski. E se não sabe, depois dessa vai saber.

[ Boletim Informativo Pessoal ] - [ 11 ]

Opa!

Cabei de ler o livro de poesias do Vinícius de Moraes que ganhei dum amigo meu do treino (de atletismo), Renê.

Gostei bastante. A maioria das poesias trata de amores e mulheres e, já que está na mesma postagem, de um jeito BEM diferente do Bukowski. Pro Vinícuis, a mulher é um ser digno de dar e receber amor e afeto e é admirável, bem bonitinho. Pra ele o amor e a paixão existem e são facilmente observáveis. Pro Bukowski, bem... A mulher existe, e está logo ali na esquina, e ela é cruel e absolutamente impossível de entender. Complicadas, porém necessária. E o que mais o incomoda são as pernas das mulheres.

O que acho mais legal em livros de poesia, é a capacidade de tornar qualquer coisa em poesia. Eles podem fazer uma poesia com o tema minhoca, ou com o tema macarão, ou com "bater o dedinho do pé na quina da cama" que fica legal. O que quero dizer com "fica legal" é "não soa idiota". Sempre que escrevo (tento escrever) sobre esse tipo de coisa leio e penso "digno de uma poesia de uma criança de 12 anos". Talvez nem pareça idiota pros outros, mas pra mim parece, sei lá. Deixa quieto.

Então, tem também o famoso "Rosa de Hiroshima", que ficou famoso (ficou estranha essa frase) pela interpretação de Ney Matogrosso nos Secos e Molhados, banda que gosto muito. Já que toquei no assunto, recomendo:

(1973)

(1974)

Enfim, foi bom ler Vinícius de Moraes depois de tanto Bukowski. O mundo ficou mais limpo e as pessoas mais dignas de confiança.

Li também "Homem sem Nome" de Adriano Silva. Gisely, da faculdade, aquela que me descolou um método pra violão erudito, me emprestou dizendo: "cuidado, esse livro é punk!".

E é punk mesmo! "Demorei" pra ler esse, coisa de 1 semana. Livros do tamanho dele costumo ler em 1 dia/1 tarde se a leitura for fácil e o tema me interessar e/ou se estiver totalmente mergulhada na leitura. Hoje (quarta-feira), devolvendo o livro pra ela, comentei: "ainda bem que demorei pra ler esse livro. Se o tivesse lido numa só, estaria com sérios problemas".

Acontece que é uma desgraceira só. É loucura, é a realidade andando bêbada na corda bamba do impossível. Taí o resuminho que aparece atrás do livro:
"Quão baixo pode descer um homem? Quão longe pode chegar na descontrução de sua própria imagem, na negação de tudo que acreditou ser? Qual aspecto tem o avesso de uma vida mediana, ordinária? Quantos desvãos pode alguém descobrir em si mesmo? Quantos abismos interiores é possível confrontar, sem que a lucidez se perca, sem que a escuridão cubra tudo? Homem sem nome é um livro sobre limites. Os limites do protagonista e os do leitor."



O livro trata-se resumidamente sobre a destruição de sonhos. É bem violento, pesado mesmo. É agonizante. Alguns trechos repulsivos. Cheguei a quase vomitar em algumas partes, sério. Cada vez que fechava o livro me indagava "será que o homem pode realmente chegar a esse ponto?". E quando você olha à sua volta, anda no centro sujo da cidade, assiste ao noticiário, tudo te diz "sim, é possível." mas o que alivia é que você (pelo menos eu) continua acreditando ser impossível. Vocês podem chamar de qualquer coisa. Ainda estou confusa se chamo essa esperança de "mera ilusão" ou de "há salvação". Acontece que acredito que a simples crença de que o mundo/homem não é assim tão horrível, já fez do mundo/homem algo melhor.

O que me intrigou, como sempre, são as semelhanças: a descrença da personagem principal (o homem sem nome, que realmente não tem nome) em sua carreira devidamente construída com muito estudo e dedicação. Ter um bom trabalho, ter família. O que isso realmente significa? É nisso que se resume a felicidade? Muitas vezes penso "tudo bem, faço engenharia. Todos me dizem que serei uma ótima engenheira. E daí?"

Afinal, do que todos nós precisamos?
Enfim, são só momentos de estresse. Mas acho que todo mundo já passou por isso, que pensando bem, acho bom que aconteça. Parar um pouco e refletir sobre o que está fazendo e porquê. As vezes você pode realmente estar perdido. Qualquer coisa, só redefinir o objetivo.

;)

[continuando 05-05-2011]

Bom, mal devolvi "Homem sem nome" pra Gisely (ontem) hoje ela chega e me coloca sobre a carteira "Ao sul de lugar nenhum" do Bukowski. Um livro de contos. A crítica diz: "O velho safado em sua melhor forma". Já li 16 dos 27 contos, estou quase terminando o livro. Tudo o que se espera de Bukowski.^^

Já que tô falando muito da Gisely...
Quinta passada fomos Akio (estudou comigo num curso técnico em química e metalografia), Gisely e eu ao Centro Cultural Vergueiro. Aproveitamos pra tomar uma cerveja no bar mais porco que tem na vizinhança para discutirmos se o mundo era um lugar justo ou injusto. Conversa vai, conversa vem, de repente estávamos a falar da variedade sexual dos anões. Pois é. Gisely disse que no bairro dela tem um casal de anãs lésbicas, concluímos que elas são realmente um casal muito alternativo.

Hahahahaha

Falamos bastante sobre música, de como chegamos a curtir rock n' roll e depois MPB e jazz e música clássica. Todos temos aspirações musicais. Gisely toca piano, dá aulas. Bem sucedida. Akio está com uma banda, Pastor Rotweiller, o som é legal, tipo blues. Tá no caminho. E eu, bem... Minha mãe diz que faço bastante barulho.

Comentamos também sobre "Ovo de codorna" do Luíz Gonzaga. Depois de "Eu tô madurão/Passei da flor da idade/Mas ainda tenho/Alguma mocidade" eu sempre dou risada! "Eu tô madurão"... Hahahahahah. É MUITA malandragem! Está definido: ovo de codorna é o viagra do agreste e o Luíz Gonzaga é muito malandro. Eu imagino perfeitamente um xaveco de bar com esse trecho da música.

Num momento o Akio comenta algo como " o Chico César tá recebendo boas críticas pela atitude dele de falar que não vair contratar bandas de falso forró pras festividades juninas lá na Paraíba" e ficamos falando disso. A conclusão foi que é isso aí mesmo, que tem que valorizar a cultura, o que merece ser valorizado. A música tosca já recebe apoio demais da sra. ignorância. Não tem o menor sentido divulgar músicas com letras ridículas e consequentemente "coreografias" ridículas com bundas balançantes. Isso a gente tem sobrando na TV. Quer ver esse tipo de tosqueira fica em casa vendo Faustão.

Apoiamos a atitude do Chico! Desce mais uma aê Durval!

Aí nessa terça dei uma passadinha no Sindicato dos Servidores Públicos, da CUT, aqui de São Bernardo e peguei a edição do mês da "Revista do Brasil", da rede Brasil atual. E lá pro final da revista, não é que me aparece uma reportagem sobre a atitude do Chico César de "privilegiar manifestações artísticas populares"? Legal, gostei. Very nice.
No dia seguinte cheguei na faculdade e entregando a revista pra Gisely, disse: "olha só que very nice: nosso papo de buteco saiu na revista".

;)


Quem quiser ler, pode encontrar em www.redebrasilatual.com.br. É a edição nº58 abril/2011. A reportagem está na seção "cultura".
(Desculpe, mas nunca consigo colocar link nisso daqui)


Ganhei um jogo de goivas pra xilogravura do meu namorado! Eba! Desde o começo do ano, quando estava lendo Ariano Suassuna, fica piscando na minha cabeça a idéia de fazer um cordel pra "Ozzelha, a ovelha metaleira", a personagem da minha história em quadrinhos (que faz um bom tempo que não faço). Mas como eu gosto de fazer tudo, queria xilos da Ozzelha pra ilustrar o cordel. Agora já tenho quase tudo o que preciso, só me falta a tinta e o papel especial. Aguardem.



Pra quem não conhece a Ozzelha, não vou colocar uma história pois a Ozzelha não está devidamente registrada em meu nome, mas mando uma fotinho. O objetivo da Ozzelha em suas histórias é acabar com a música ridícula através dos poderes de Ozzy Osbourne. Diz ela: "Pelos poderes de Ozzy Osbourne, senhor do heavy metal, ajude a salvar o mundo dessa merda de música ridícula!"




Procurando livros sobre xilogravura na biblioteca da faculdade me deparo com "Folclore Nacional I - festas, bailados, mitos e lendas". Faz parte de uma coleção de três volumes. Tem também "Folclore Nacional II - danças, recreação e músicas" e "Folclore Nacional III - ritos, sabença, linguagem, artes populares e técnicas tradicionais" Todos do Alceu Maynard Araújo.











Não comecei a ler ainda, mas tô louca pra comprar a coleção pra mim. Só de passar as páginas já vi várias imagens e fotos, ilustrações, poemas, cantigas, tem até partituras!!! Parece ser muito very nice.


Rapidamente: domingo de Páscoa teve Tom Zé aqui em SBC. Fui. O show foi muito mais legal que o de Santo André. Tocou bem mais, o Tom Zé tava animadíssimo, o palco era baixinho e bem próximo da platéia, assim o show foi bem mais interativo, e teve mais coisa do "Todos os Olhos". No meio do show o Tom Zé anuncia que uma moça ia vender cd's e afins. Fui lá atrás de um vinil de "Todos os Olhos". Chegando lá, surpresa! Tom Zé!

Hahahahahahha! Abracei, dei beijo e tirei foto. Pedi pra autografar meu All Star. Não tinha o vinil. A foto do beijo saiu no mesmo estilo de uma que tenho com o Chico César. Mas não é nenhuma tara louca. Vou explicar: achei que eu tava muito bagunçada e não queria sair feia na foto com o Tom Zé, aê pensei que naquela pose o risco de sair torta na foto seria menor. Simples assim. Nossa, fiquei MUITO feliz de "conhecer" o Tom Zé! Foi uma surpresa adoravelmente adorável, meu coração tava disparado de emoção, o cara é ícone, a história dele conta muita coisa da história de música brasileira e da ditadura. Taí:














Pra finalizar, já que estamos falando de cultura, li na edição do mês passado da Revista do Brasil uma reportagem falando sobre campos de concentração no Ceará durante a seca de 1932. Achei uma folha no meio do meu material da faculdade com o seguinte trecho anotado à lápis, falando sobre a atual existência de campos de concentração: "exemplos são os conjuntos habitacionais construídos em cidades-dormitório para afastar os pobres do usufruto dos bens culturais e de lazer oferecidos pelas cidades. Desestimulados pelo cansaço da semana de trabalho, pela distância e pelo transporte ruim, os mais humildes acabam deixando para os ricos o que as cidades oferecem de melhor" - Kênia Rios.

Reflitam.




Muchachos e muchachas, bons dias a todos.

Beijo0o0o0o0o0o0o0o0o0os aos interessados.

terça-feira, 5 de abril de 2011

[ ] - [ 23-03-2011 ]

No hermetismo do meu quarto
as paredes
e eu
não temos nada pra falar
uma com a outra.
O Homem Vitruviano não sorri
mas está de braços abertos.
Eu sorrio,
mas de olhos fechados.





Homem Vitruviano - Leonardo Da Vinci - lá por 1490

Adoro esse desenho. Tem todo aquele lance do "phi" [ ϕ ] e da proporcionalidade. Acho que isso faz do "homem" como ser físico não apenas homem/ carne, mas uma "coisa" elaborada e planejada, uma estrutura que "faz sentido", não simplesmente uma "formação mássica" [nossa!Quantas aspas precisei pra esse pensamento!].Muito interessante. E é atualmente a unica coisa agragada à parede do meu quarto.










phi

[ Boletim Informativo Pessoal ] - [ 10 ]

Opa! Sem desculpas dessa vez pela demora da atualização. Simplesmente não atualizei^^

às vezes fico achando que essas coisas são insignificantes e que tenho que dedicar meu tempo a coisas mais palpáveis e fisicamente existentes. Sei lá. Eu acho isso bom, ter o pensamento sempre mudando e mudando, assim dá pra enxergar a mesma coisa de mil maneiras diferentes, é bem legal.

Tô sempre lendo e escrevendo, e agora resolvi pintar com aquarela! Hhauhahuauhuha
Tem uma história, lá vai:

Tenho uma priminha, Ana Beatriz, de 3 anos, que é o xodó da minha mãe. Esses tempos minha mãe deu a ela vários lápis de cor, e giz de cera e tintas e tudo o mais, dizendo pra minha tia que era pra "estimular a criatividade dela". Aí eu fiquei com ciúme [ falando em ciúme, ouçam O Ciúme - Caetano Veloso, é a música mais lindo do momento ] e disse pra minha mãe "hey! você nunca se preocupou em estimular a MINHA criatividade!" [ eu tava num momento bem tenso, estressada com provas de cálculo e tudo o mais, e pouco tempo antes estava pensando que eu poderia muito bem ter algum dom artístico, aí eu não precisaria estudar cálculo, pois eu seria artista ] Enfim... Um tempo depois minha mãe chegou em casa com um estojo de aquarela pra mim. Eba!

Fui pintar meu primeiro quadro. Na verdade pintei numa das folhas do meu caderno "de coisas" esse que eu escrevo minhas coisas (durd!). Foi uma tarefa bem difícil, uma vez que meu cachorro Sirius comeu os pincéis de casa. Os dois pincéis que usei estão com "o cabelo" todo estraçalhado e tals. Mas achei legal. Agora tô sem a foto do "quadro" aqui, mas prometo que amanhã a adicionarei. (Opa! Fotos adicionas. Hoje é o amanhã a que eu me referia! Hhuauhahua)

Sirius estraçalhando coisas em casa

Opa! Taí meu "quadro". Chamei de "Ipanema"

Legal que a aquarela "vazou" pras outras folhas do caderno, criando mais "obras" do que eu intenciona, ficou maior legal. Vou colocar aqui como ficou o verso do "quadro" e as outras folhas manchadas pela tinta:







Estou lendo muito Bukowski! Acho muito engraçado!
Opa, falando em leitura, vamos atualizar minha lista de "leituras atuais":
- Pulp - Charles Bukowski
- A mulher mais linda da cidade e outras histórias - Charles Bukowski
- O amor é um cão dos diabos - Charles Bukowski
- Misto-quente - Charles Bukowski
- Antígona - Sófocles
- Eu e Outras Poesias - Augusto dos Anjos
- A Metamorfose - Franz Kafka
- O Veredicto - Franz Kafka
- Fique por dentro da Física Moderna - Gribbin, John
- Os Botões de Napoleão: as 17 Moléculas que Mudaram a História - Jay Burreson/Penny M. Le Couteur

Recomendo principalmente Fique por dentro da Física Moderna e Os Botões de Napoleão. O primeiro obviamente fala de física, desde a clássica até a quântica, e o segundo fala de química. Os dois são MUITÍSSIMO interessantes, e mesmo quem não manja realmente física ou química pode lê-los sem problema. Não faz mal que você não entenda as equações do Einsten ou do Isaac Newton, a história é bem legal e dá pra compreender a idéia facilmente. O mesmo pro livro de química. Mesmo sem entender bulhufas das ligações químicas e todos aqueles desenhos de anéis benzênicos dá pra pegar a idéia de como "surgiram" moléculas que hoje em dia nos proporcionam todo o "conforto da modernidade".

Ganhei um livro de poemas de Vinícius de Moraes do meu amigo Renê, do atletismo, mas ainda não comecei a ler.

Valew, Renê!

Henry Charles Bukowski Jr.


Agora a melhor parte:

DIA DOIS DE ABRIL TEVE OZZY AQUI EM SÃO PAULO!!!

UHUL!!!

É claro que eu fui. Que pergunta mais desnecessária.







Foi muito foda!
Nem adianta eu tentar escrever alguma coisa do show que eu não consigo, já tentei. Vou ficar presa no "nossa, puta merda, caramba, foi demais! Não! Peraê, foi muito louco! Foi surreal, absurdamente bom!..." e por aí vai.

Na fila para entrar pro show encontrei um amigo meu e furei fila. Pois é... é a vida... Mas no fim das contas descobri que esse meu amigo é meu primo de 2°grau!!! Hhahahahaha o nome dele é Tiago Melito, e eu o conheci na ETE Lauro Gomes, de São Bernardo [ hoje ETEC Lauro Gomes ]. Depois, já lá dentro, encontramos com outro amigo meu da ETE, O Zé! E depois ainda encontramos a Gisely da minha faculdade e seu namorado (a Gisely que me passa coisas de violão erudito). Adorei encontrar amigos e curtir todo mundo jundo o show do Ozzy.

Choveu MUITO! Fiquei ensopada! Meu all star ficou liquefeto no meu pé!
Huhauhahuuhahuahuuha
Pulei demais, berrei demais todas as músicas. Isso mesmo, berrei as músicas, e acho que assassinei minhas cordas vocais. Até hoje dóis pra engolir. Bad, mas valeu a pena, certeza.
AAAAAAHHHHHHHHHH1 Muito bom!

(Eu, assassinando minhas cordas vocais)

Mas no show pensei: não é à toa que o Ozzy faz tanto sucesso. As músicas dele são realmente boas. Letras harmonia e tudo o mais. E o Ozzy é muito lindo e simpático e divertido.

E é verdade. O Ozzy sempre trabalhou com ótimos músicos. E eu realmente acho as letras dele muito legais. Vou colocar as fotos que valem mais que esse monte de letras agregadas aqui:

Meu mais novo primo, Melito, Raquel, Eu e Bruno, logo que entramos na arena

Ensopada! Depois da primeira de muitas chuvas





Gisely, Tiago, Bruno e Eu

Tiago, Gisely, Zé, Melito, Raquel, Bruno e Eu. Todos ensopados e destruídos depois do show


Provavelmente de tanto pular, de ficar muito tempo de pé, de estar de all star, de tomar muita chuva e passar frio, quando o show acabou eu mau conseguia dobrar meus joelhos para andar. E cada vez que apoiava os pés no chão para dar os passos necessários para minha locomoção, sentia uma dor terrível! E essa dor persistiu no Domingo, dia seguinte ao show, foi bad. Passei o domingo destruída.

Bom, depois do show demoramos, Bruno e eu, cerca de 1h30min pra conseguirmos sair do estacionamento, e quando saimos, estávamos do lado não desejado da marginal Tietê. Tivemos que dar a volta por São Paulo pra voltarmos pra São Bernardo. Pegamos a marginal Tietê até a marginal Pinheiros e de lá seguimos pra zona sul. Passamos no Habbib's pra comer qualquer coisa, pois a fome era absurda e fomos dormir. No outro dia, pra voltar pra casa, peguei ônibus de pijama, pois como disse, minhas roupas estavam ensopadas! Sem contar que meu cabelo estava totalmente descaracterizado. Parecia que alguém tinha varrido a Av.Paulista com minha cabeça! Hahaha! Meu cabelo estava assustador.




Bom, acho que é só. Qualquer coisa eu reedito aqui!

Muchachos e muchachas até a próxima!

Beijo0o0o0o0o0o0o0o0os aos interessados.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

[ BANQUETE ] - [ 11-01-2011 ]

Um banquete convencional. Cheio de pessoas convencionais. Todos com suas certezas e dúvidas, com dois olhos, nariz e boca, cumprindo com louvor seus papéis sociais apesar de seus distúrbios noturnos e surtos matutinos uma vez a cada 11 dias, quando abrem o armário e notam o vazio antes ocupado pelo pó de café.

Todos estão sentados a sorrir sem a menor naturalidade, o que eles querem realmente fazer é gritar e puxar os cabelos, os próprios e os alheios.

No banquete todos os pratos fartos, todos bem servidos com seus relógios de parede, comendo as horas uma a uma, querendo assim devorar toda a semana até que chegue logo o sábado. Um caso raro de chronofagia. Algumas mulheres pensam se isso pode vir a lhes regular o intestino.

No auge desse evento, agora o podemos dizer, atemporal, bate o anfitrião com seu martelo de aço na taça de plástico, pedindo a todos atenção. E o anfitrião ao proclamar seu discurso, encheu os ouvidos dos convidados com mil palavras que nada tinham a dizer. Assim, os convidados, estarrecidos e impressionados com tamanha aura de nobreza e demonstração de intelecto, tiveram sua natureza alterada, e nenhum deles depois do evento conseguiu combinar a gravata com o paletó. E as mulheres por sua vez, deixaram de usar esmalte nas unhas e passaram a pintar com ele os olhos.

Mas voltando ao tempo que já foi engolido às colheradas, falemos da noite do banquete. Acontece que depois do discurso, os convidados confusos deixaram as horas de lado a passar como mandam os ponteiros e vieram servir-se de nós, que os estamos a observar. Culpa de Oswald de Andrade que lá por 1920 divulgou às massas vanguardistas essa tal antropofagia. Sorte nossa que a eles não foi possível nos dilacerar pois o tempo em que estamos agora se encontra a caminho de seus respectivos estômagos num cruzeiro educativo pelo processo digestivo e o sistema que o comporta.

Desse banquete sem sobremesa todos já foram embora. Estão agora a dormir um sono irriquieto e incômodo por conta da azia e má digestão, pois naquele tempo que comeram está nossa sociedade com toda sua sujeira e injustiça a revirar-lhes o estômago e a causar-lhes pesadelos com imagens de morte, de desperdício e desnutrição, de pipas coloridas enroscadas nos fios de alta tensão e de um menino que chora devido uma queda de bicicleta.

É quando, mais ou menos em sincronia, cada um em sua casa se levanta de sua cama e vomita tudo isso, e de suas gargantas sai uma melodia estranha, uma mistura de orquestra desafinada/desgovernada com ferrugem e poças d'água. Por fim eles dão descarga nisso que muitos chamam de vida, alguns de rotina, e vão deitar-se tranquilos, e sonham sossegados, e acordam descansados, prontos para tomar um sol e caminhar descalços na grama, sentindo o mundo sob seus pés através de sua pele fina, tão fina quanto as antes usadas meias de poliéster.


- A Persistência da Memória - Salvador Dali -


[ Boletim Informativo Pessoal ] [ 9 ]

Opa!

Depois de usar a faculdade como desculpa por quase 1 mês sem atualizações, agora vou usar as férias pra esse 1 mês e pouco sem atualização.

;)

Acontece que férias é bom demais, e o computador nem é tão legal assim quando você tem tempo livre, amigos, violão, livros e festas e outras coisas do gênero.

Bom, dia 19 de dezembro (nossa, hoje é 18 de janeiro!) fui ao show do Gilberto Gil no SESC Itaquera. Fazia MUITO tempo que eu estava afim de ver um show dele, desde meados de dois mil e dez (hahahahahahhaa). Ele tinha um show "marcado" no site pro dia 29 de novembro em São Paulo, estava querendo ir nesse, mas não sei o que rolou que esse show sumiu do site e de tudo e não aconteceu. Aê fiquei super feliz quando vi o show anunciado no circuito SESC!

Mesmo eu tendo jurado nunca mais voltar ao SESC Itaquera depois do um show do Chico César que por lá rolou e que foi MUITO TENSO pra chegar, fui ao show. (Já havia tentado quebrar minha promessa de não ir ao SESC Itaquera quando teve show do Ney Matogrosso, mas não consegui ingressos). Dessa vez com auxílio do Google Maps descolamos um caminho very nice de São Bernardo até o SESC. Depois de descoberto esse caminho, retiro minha promessa já quebrada de não voltar ao antes longíquo SESC Itaquera.

Arrastei comigo, mais uma vez, o pessoal do atletismo. Fomos: Piti e Lu, Chiquinho, Julimar, Bruno e Eu. A Lu com sua barrigona de grávida de 8/9 meses ficou na área vip (falando nisso, a Luiza, filha da Lu e do Piti nasceu!!!! Eba!! Nasceu cheia de saúde, pesando 4,175 kg!Se não me engano no dia 12 de janeiro).

Eu "anotei" no celular o set list do show, mas sei lá como gravei, sei que não rolou e ficou faltando muita informação. Basicamente ele tocou todo o Fé na Festa e boa parte de quase tudo de forró e xote que ele já gravou.

O SHOW FOI BOM DEMAIS!!! Tava um sol muito gostoso (entenda por muito forte e muito quente) e eu dancei demais, adorei.

Ah, uma nota: Gilberto Gil tocou 'Olha pro ceú' de Luiz Gonzaga, muito legal a versão, mas eu acho que a versão feita por Chico César e banda ficou mais legal que a do Gilberto Gil. Meus amigos dirão "mas é claro que você vai gostar mais da versão do Chico César e tchu ru ru..." mas sério, sou sincera com música, e realmente acho que ficou mais legal. Quem duvida procura aê as duas versões no youtube e decida sua opinião. Não vou por link nenhum pra vocês deixarem de ser preguiçosos. Enfim, acho que a versão do Chico César é mais animada e tem mais groove.

Bom, como faz muito tempo que rolou o show e como eu não consegui anotar o set list no celular (vencida pelo celular, que vergonha, em plenos vinte e um anos de idade!), encerro por aqui o relato do show mencionando a música que encerrou o show na ocasião: Madalena.

Na passagem de som:






- Piti e Lu na passagem de som. Piti diz: "hey Tchella, coloca essa no 'facebucks' " -

No show:




- Piti e Chiquinho -


- Bruno e Eu -


- Ju, Bruno e Eu -

















Bom, tenho lido muito, saio de férias e deixo as prateleiras da biblioteca da faculdade vazias. Livros Lidos nessas férias:

Geração Beat - série encontros
Cartas do Yage - Allen Ginsberg e William Burroughs
Gilberto Gil-o viramundo - (não lembro quem escreveu =[ )
Mozart, a sociologia de um gênio - Norbert Elias
Fogo Morto - José Lins do Rego
A Caverna - José Saramago
Ensaio sobre a Cegeuira - José Saramago
Ensaio sobre a Lucidez - José Saramago
O Apelo da Selva - Jack London (esse foi o Sampa,amigo meu, que recomendou e me emprestou)

Livros à espera de leitura nessas férias:
Romance d'A Pedra do Reino e o príncipe do sangue do vai-e-volta - Ariano Suassuna

Ufa! Sou viciada em livros, adoro ler!


E acho muito agradável andar pelos corredores da biblioteca esperando algum livro me chamar.

Esse do José Lins do Rego, Fogo Morto, aluguei por conta do Chico César. Enquanto andava pela biblioteca esse livro me passou pelos olhos, no instante me veio à cabeça uma música: "em fogo morto vai o afago da saudade, nem a metade do queimou queima mais..." [ Moer Cana - Chico César ], e essa música eu adoro, gosto MUITO mesmo. Peguei o livro. O livro é sensacional, adorei. É do tipo que chamo de 'livro de silêncio', daqueles que quando você começa a ler tudo à sua volta vira silêncio e você vive pra valer cada letra do papel.

Esse do Ariano Suassuna é uma coisa enorme, tem umas 750 páginas, também me chamou atenção nas prateleiras (nada de surpreendente devido ao tamanho do livro) e me trouxe uma música à cabeça: "... eu sou um auto de Ariano Suassuna, no meio da Feira de Caruaru..." [ Leão do Norte - Lenine ], outra música que gosto muito e que meu namorado toca toda vez que pega num violão. Peguei o livro. Ainda não comecei a ler, mas algo me diz que deve ser bom (Lenine me diz que deve ser bom, hauhuahuahuuha).

Os livros beats os ganhei de presente da Ariane e do Fernando, grandes amigos da ETE Lauro Gomes, no meu aniversário. Gostei também. Não conhecia o movimento Beat, achei muito interessante. Me pôs a pensar: 'será que serei uma velha junkie?' Huhahuauhuhaa

Os do Saramago...No0o0o0o0o0o0ossa...Absurdamente bons. Ele mergulha tão fundo na natureza humana, ele explora tão violentamente as falas mais corriqueiras do dia-a-dia, que me senti violada como pessoa, mas violada no bom sentido, no sentido de descoberta de minha própria natureza. Livros para refletir. Recomendo todos. Peguei primeiro na prateleira A Caverna, o título me atraiu. Pensei: 'é aquela mesma caverna que a gente estuda em filosofia?', aê aproveitei pra pegar a Cegueira e a Lucidez.

Bom, chega né? Quem quiser saber mais que leia os livros.

Tô tocando bastante violão, uma amiga da faculdade, Gisely, me descolou um método de violão erudito. Tô estudando. Toquei guitarra depois de muito tempo, o Bruno me emprestou uns pedais e fiquei brincando. Tenho ouvido meus vinis. Aliás, quem tiver uma caixa de vinis empoeirados num canto da garagem, aceito doações.

Última novidade: estou empregada. Indústrias Nucleares do Brasil. Uhul! Mais informações mais tarde. Feliz. Triste também. Por enquanto, terei de ficar sem meus amados treinos de atletismo.

Muchachos e muchachas, adiòs!

Aos interessados, um Beijo0o0o0o0o0o0o0o0o0o.

Fotos das minhas férias:















PS: Como podem ver nas fotos, comprei um all star novo (que já não está mais novo, nem limpo). Não joguei fora o 'branco'. Diz o Sampa que 'o red tem muita personalidade, combina com você'.

PS II: Talvez me mude pra Sampa [a cidade, e não o meu amigo (hahahahahahaha).]