quarta-feira, 20 de julho de 2011

[ EUVOCÊ, UMNOUTRO, INDISTINGUÍVEIS NUM SÓ NÓS ] - [ 03-07-10 ]

Seu cheiro é suave como perfume de fruta trazido pelo vento e envolvente como perfume doce insaciável. E tudo isso emana de uma pele macia e bronzeada de traços raros esculpidos por deuses.
Dentro de seus olhos mora o infinito, de verdade irracional tão quente e rasa, que explode em supernova para criar um universo só seu onde tanto quero me perder.
Seu toque não é físico, pois toda a matéria se desfaz para receber o afago.
E sua presença brilha tão mais que o sol que faz o mundo cair em inexistência.
E da calmaria vem a inquietude de não saber como pode o surreal em sua plenitude estar em frente a mim, como um espelho que não devolve a imagem em luz, mas em som, tão infinitamente belo.




Então: hoje é aniversário do blog, viva! Felicitações a mim e a quem o suporta! Uhul!
Não vai ter bolo nem brigadeiro. Mas se alguém quiser tomar um cerveja pra comemorar é só chamar, eu aceito apesar de ultimamente preferir vinho a cerveja. Enfim: parabéns tchá-tchá, parabéns tchá-tchá...

Bom, vou explicar esse texto: aconteceu numa tarde em que eu tomava sol, lia sobre filosofia, pensava em poesia e contradição/paradoxo e eu também fiquei viajando um tempão filosofando (pois é) sobre a noção do tempo e tals, aê fiquei viajando sobre física e optica e luz e universo e supernovas e afins. Foi assim que aconteceu. Estava lendo e anotando algumas coisas e no meio das anotações o texto.



Por que exatamente esse texto no aniversário do blog? Foi por conta desse texto que criei o blog!!!
Gostei muito dele. E na época não sei porquê nem como mas "as pessoas" sabiam que eu escrevia, então de vez em quando ( ou de quando em vez, como diria José Lins do Rego - talvez esteja viajando, mas pelo que me recordo é isso mesmo) mandava algumas escritas para galera seleta comentar e criticar e etc. E todo mundo (as pessoas pra quem apresentei) gostou muito também e todos ficaram a me incitar a criar um blog para publicar minhas coisas. Do dia 3, criação desse texto, até o dia 21,criação do blog, fiquei a matutar se minhas coisas realmente tinham algum valor pra eu deixar assim, pra quem quiser ler. Até hoje ainda não respondi essa pergunta, acontece que eu estava realmente entediada com minhas férias e o fiz. O blog.

Bom ou ruim, tanto faz. Taí. Melhor que novela. Disso tenho certeza. Aliás: odeio novela.

Ainda sobre o texto e pegando também o blog: não sei se vocês sacaram (não sei se já deixei explícito ou subentendido sequer), mas eu tenho paixão por algumas coisas da física como luz/espelho/imagem (optica) e universo - matéria e anti-matéria, Newton e Einstein, F=m.a e E=mc² e etc. Aliás, como eu gostaria de saber 6,02x10²³ vezes mais de física do que eu sei! Já pensei até em fazer um curso livre de física. Eu piro. Gosto também de vidro e de água. Translúcidos em geral. O interessante é que as pessoas não me consideram assim, muito lúcida... Também tenho paixão por tempo, ou pela noção de tempo, ou pela percepção do que é tempo. Quem foi que disse que o minuto tem 60 segundos? O que é 1 segundo? "Desde 1958, o segundo foi definido como sendo, 9 bilhões, 192 milhões, 631 mil, 770 mais ou menos 20 ciclos de radiação de um átomo de césio quando não perturbado por campos exteriores" de acordo com o texto de Ilha das Flores, Jorge Furtado dezembro/1988. Para entender melhor, estude a respeito de "decaimento radioativo" em qualquer livro de química de nível médio.



Ilha das Flores, excelente filme. Recomendo pra quem ainda não viu. Pra quem já viu também.

"Os seres humanos são animais mamíferos, bípedes, que se distinguem dos outros mamíferos, como a baleia, ou bípedes, como a galinha principalmente por duas características: o telencéfalo altamente desenvolvido e o polegar opositor.
O telencéfalo altamente desenvolvido permite aos seres humanos armazenar informações, relacioná-las, processá-las e entendê-las.
O polegar opositor permite aos seres humanos o movimento de pinça dos dedos o que, por sua vez, permite a manipulação de precisão.

O telencéfalo altamente desenvolvido somado a capacidade de fazer o movimento de pinça com os dedos deu ao ser humano a possibilidade de realizar um sem número de melhoramentos em seu planeta, entre elas, plantar tomates."



Adoro esse filme entre outras coisas pelo fato de que a minha linha de raciocínio é "bem assim" desse jeito meio louco em que o filme é apresentado.


Física, tempo, minha paixão por música, doidêra... Deu no que deu. Melhor: não deu ainda. Estou em constante transformação.



Não quero colocar Boletim Informativo Pessoal. Minhas férias? Quase o de sempre: livros e mais livros, violão, vinil. Só os treinos que estão capengas. Machuquei o joelho (resumindo) dia 5 de maio, desde lá 7 semanas de fisioterapia. Voltei aos treinos essa semana, só um trabalho de preparação pra aguentar treinar de novo.

Depois que ler todos os livros que aluguei e comprei coloco um post sobre eles. Atenção: isso não é uma promessa, só uma intenção.

Ontem depois de ouvir uns discos ( Ney Matogrosso, Maria Bethânia, Milton Nascimento e Gilberto Gil) e pintar de aquarela vermelha uma madeira com a Ozzelha talhada nela, deitei para dormir. Um milhão de coisas ficaram passando pela minha cabeça e me impedindo de dormir. Peguei papel e caneta na prateleira ao lado da minha cama. Eis:


Não tenho me dedicado muito a escrever. Eu acho que não rola essa de sentar com caneta na mão e papel na mesa e forçar qualquer coisa a acontecer. Tem que deixar acontecer (e ter papel e caneta por perto). Também não tenho escrito nada longo. Isso porque eu moro em São Paulo e quem mora em São Paulo não pode perder tempo escrevendo poesia porque o farol já abriu e o carro de trás logo vai businar. E já se sabe que se alguém começa as businas nunca cessam.

Agora tô testando essa coisa de escrita direta. Muito mais por ler os textos que Caetano escrevia pr'O Pasquim durante o exílio do que por ter lido mês passado poesia beat de Allen Ginsberg.

Por que as prateleiras juntam tanta poeira? De onde vem a poeira se a casa estava fechada?

Tenho ouvido muito Caetano, muito mesmo. A poesia realmente me agrada e o ritmo e o violão e o som e tudo também. Ele podia dar nomes melhores pros discos dele, acho-os muito simplistas. Não que eu não goste de simplicidade... Sei lá. "Sei lá" é o que eu mais digo. Por que preciso saber? Eu gosto muito de saber, mas por quê?

Eu gosto mesmo é de tomar banho ouvindo Caetano. A melhor de todas é "Rapte-me camaleoa". Dá o ritmo perfeito para a ensaboada. Tem também "Cajuína".
Existirmos - a que será que se destina?
Mas como não tenho nenhum disco com as 2 músicas, acabo tendo que escolher entre uma e outra. Eu ouço Caetano em long play. Eu queria ter escrito "O ciúme".

Tem também "Meia-lua inteira" que é o hino de toda terça-feira capoeira rá rá rá e também de todos os outros dias e "Tropicália" que eu classifico como atemporal e que sempre me leva a ouvir "Geléia Geral" e "Marginália".

O tempo realmente tem passado mais rápido. Posso afirmar tranquilamente pois faz bem uns 6 meses meu pai me deu um relógio e é só eu olhar pro punho esquerdo pra ver o tempo correndo em círculos como um desesperado que afinal não sabe realmente para onde ir.
Está sendo estranhamente fácil e agradável para mim essa tal escrita direta uma vez que eu sou uma pessoa viciada em vírgulas, afinal, para não perder o costume, coloquei algumas.

Mas é uma escrita muito perigosa uma vez que você escreve sem pensar então a chance de sair alguma coisa realmente idiota é bem grande. Mas pensando bem não tem como escrever sem ter pensado antes (e essa minha última saiu meio redundante, não?). De qualquer forma acredito que mesmo que por um milésimo de segundo que é não sei quantos ciclos de radiação de um átomo de césio a palavra antes de passar pro papel passa pela cabeça. Deixa quieto.

Navegar é preciso, viver não é preciso. Sempre que ouço me lembro dos conceitos de "acurácia" e "precisão" que tive nas minhas aulas de topografia no quinto semestre de engenharia ambiental. Precisão é tipo 'o grau de dispersão em torno da média' e acurácia é tipo 'quão próximo você está do seu "alvo"'.

Esse papo meu tá qualquer coisa, e, olha só que triste: eu nunca fui para Marrakesh. Chega pontofinal



Muchachos e muchachas, inté.
;)

quarta-feira, 4 de maio de 2011

[ H.C.B. ] - [ 20-03-2011 ]

Eu leio Bukowski.
Meu namorado até hoje acha que
Bukowski é filosofia
e ele me diz
que sou cheia de bancar a intelectual
andando por aí
com meus livros do Bukowski.
Quando ele descobrir,
quando ele ler Bukowski,
ele vai me dizer
"Hey! Eu que deveria ler Bukowski!
E você deveria achar isso muito
nojento e repugnante.
E me chamar de sujo!"
E eu vou rir
e dizer
que ele é muito bobo
e que eu acho Bukowski engraçado
Aí talvez ele entenda
que,
afinal,
eu nunca quis bancar a intelectual.
Mas eu realmente ficarei puta
se ele começar a ler Bukowski.




Hey hey hey!!!

Olha só eu aqui postando com certa periodicidade! Quem diria...

;)

Então, como disse no post anterior, li muito Bukowski. Essa (poesia)* é "sobre" ele e saiu no estilo dele (pelo menos é o que me parece).

* ainda hoje tenho dificuldade em classificar poema/poesia. =/

E a história é verídica. Meu namorado realmente achava que Bukowski se tratava de filosofia. Hahahahahaha. Bom, acho que agora ele já sabe que não é esse o estilo de Bukowski. E se não sabe, depois dessa vai saber.

[ Boletim Informativo Pessoal ] - [ 11 ]

Opa!

Cabei de ler o livro de poesias do Vinícius de Moraes que ganhei dum amigo meu do treino (de atletismo), Renê.

Gostei bastante. A maioria das poesias trata de amores e mulheres e, já que está na mesma postagem, de um jeito BEM diferente do Bukowski. Pro Vinícuis, a mulher é um ser digno de dar e receber amor e afeto e é admirável, bem bonitinho. Pra ele o amor e a paixão existem e são facilmente observáveis. Pro Bukowski, bem... A mulher existe, e está logo ali na esquina, e ela é cruel e absolutamente impossível de entender. Complicadas, porém necessária. E o que mais o incomoda são as pernas das mulheres.

O que acho mais legal em livros de poesia, é a capacidade de tornar qualquer coisa em poesia. Eles podem fazer uma poesia com o tema minhoca, ou com o tema macarão, ou com "bater o dedinho do pé na quina da cama" que fica legal. O que quero dizer com "fica legal" é "não soa idiota". Sempre que escrevo (tento escrever) sobre esse tipo de coisa leio e penso "digno de uma poesia de uma criança de 12 anos". Talvez nem pareça idiota pros outros, mas pra mim parece, sei lá. Deixa quieto.

Então, tem também o famoso "Rosa de Hiroshima", que ficou famoso (ficou estranha essa frase) pela interpretação de Ney Matogrosso nos Secos e Molhados, banda que gosto muito. Já que toquei no assunto, recomendo:

(1973)

(1974)

Enfim, foi bom ler Vinícius de Moraes depois de tanto Bukowski. O mundo ficou mais limpo e as pessoas mais dignas de confiança.

Li também "Homem sem Nome" de Adriano Silva. Gisely, da faculdade, aquela que me descolou um método pra violão erudito, me emprestou dizendo: "cuidado, esse livro é punk!".

E é punk mesmo! "Demorei" pra ler esse, coisa de 1 semana. Livros do tamanho dele costumo ler em 1 dia/1 tarde se a leitura for fácil e o tema me interessar e/ou se estiver totalmente mergulhada na leitura. Hoje (quarta-feira), devolvendo o livro pra ela, comentei: "ainda bem que demorei pra ler esse livro. Se o tivesse lido numa só, estaria com sérios problemas".

Acontece que é uma desgraceira só. É loucura, é a realidade andando bêbada na corda bamba do impossível. Taí o resuminho que aparece atrás do livro:
"Quão baixo pode descer um homem? Quão longe pode chegar na descontrução de sua própria imagem, na negação de tudo que acreditou ser? Qual aspecto tem o avesso de uma vida mediana, ordinária? Quantos desvãos pode alguém descobrir em si mesmo? Quantos abismos interiores é possível confrontar, sem que a lucidez se perca, sem que a escuridão cubra tudo? Homem sem nome é um livro sobre limites. Os limites do protagonista e os do leitor."



O livro trata-se resumidamente sobre a destruição de sonhos. É bem violento, pesado mesmo. É agonizante. Alguns trechos repulsivos. Cheguei a quase vomitar em algumas partes, sério. Cada vez que fechava o livro me indagava "será que o homem pode realmente chegar a esse ponto?". E quando você olha à sua volta, anda no centro sujo da cidade, assiste ao noticiário, tudo te diz "sim, é possível." mas o que alivia é que você (pelo menos eu) continua acreditando ser impossível. Vocês podem chamar de qualquer coisa. Ainda estou confusa se chamo essa esperança de "mera ilusão" ou de "há salvação". Acontece que acredito que a simples crença de que o mundo/homem não é assim tão horrível, já fez do mundo/homem algo melhor.

O que me intrigou, como sempre, são as semelhanças: a descrença da personagem principal (o homem sem nome, que realmente não tem nome) em sua carreira devidamente construída com muito estudo e dedicação. Ter um bom trabalho, ter família. O que isso realmente significa? É nisso que se resume a felicidade? Muitas vezes penso "tudo bem, faço engenharia. Todos me dizem que serei uma ótima engenheira. E daí?"

Afinal, do que todos nós precisamos?
Enfim, são só momentos de estresse. Mas acho que todo mundo já passou por isso, que pensando bem, acho bom que aconteça. Parar um pouco e refletir sobre o que está fazendo e porquê. As vezes você pode realmente estar perdido. Qualquer coisa, só redefinir o objetivo.

;)

[continuando 05-05-2011]

Bom, mal devolvi "Homem sem nome" pra Gisely (ontem) hoje ela chega e me coloca sobre a carteira "Ao sul de lugar nenhum" do Bukowski. Um livro de contos. A crítica diz: "O velho safado em sua melhor forma". Já li 16 dos 27 contos, estou quase terminando o livro. Tudo o que se espera de Bukowski.^^

Já que tô falando muito da Gisely...
Quinta passada fomos Akio (estudou comigo num curso técnico em química e metalografia), Gisely e eu ao Centro Cultural Vergueiro. Aproveitamos pra tomar uma cerveja no bar mais porco que tem na vizinhança para discutirmos se o mundo era um lugar justo ou injusto. Conversa vai, conversa vem, de repente estávamos a falar da variedade sexual dos anões. Pois é. Gisely disse que no bairro dela tem um casal de anãs lésbicas, concluímos que elas são realmente um casal muito alternativo.

Hahahahaha

Falamos bastante sobre música, de como chegamos a curtir rock n' roll e depois MPB e jazz e música clássica. Todos temos aspirações musicais. Gisely toca piano, dá aulas. Bem sucedida. Akio está com uma banda, Pastor Rotweiller, o som é legal, tipo blues. Tá no caminho. E eu, bem... Minha mãe diz que faço bastante barulho.

Comentamos também sobre "Ovo de codorna" do Luíz Gonzaga. Depois de "Eu tô madurão/Passei da flor da idade/Mas ainda tenho/Alguma mocidade" eu sempre dou risada! "Eu tô madurão"... Hahahahahah. É MUITA malandragem! Está definido: ovo de codorna é o viagra do agreste e o Luíz Gonzaga é muito malandro. Eu imagino perfeitamente um xaveco de bar com esse trecho da música.

Num momento o Akio comenta algo como " o Chico César tá recebendo boas críticas pela atitude dele de falar que não vair contratar bandas de falso forró pras festividades juninas lá na Paraíba" e ficamos falando disso. A conclusão foi que é isso aí mesmo, que tem que valorizar a cultura, o que merece ser valorizado. A música tosca já recebe apoio demais da sra. ignorância. Não tem o menor sentido divulgar músicas com letras ridículas e consequentemente "coreografias" ridículas com bundas balançantes. Isso a gente tem sobrando na TV. Quer ver esse tipo de tosqueira fica em casa vendo Faustão.

Apoiamos a atitude do Chico! Desce mais uma aê Durval!

Aí nessa terça dei uma passadinha no Sindicato dos Servidores Públicos, da CUT, aqui de São Bernardo e peguei a edição do mês da "Revista do Brasil", da rede Brasil atual. E lá pro final da revista, não é que me aparece uma reportagem sobre a atitude do Chico César de "privilegiar manifestações artísticas populares"? Legal, gostei. Very nice.
No dia seguinte cheguei na faculdade e entregando a revista pra Gisely, disse: "olha só que very nice: nosso papo de buteco saiu na revista".

;)


Quem quiser ler, pode encontrar em www.redebrasilatual.com.br. É a edição nº58 abril/2011. A reportagem está na seção "cultura".
(Desculpe, mas nunca consigo colocar link nisso daqui)


Ganhei um jogo de goivas pra xilogravura do meu namorado! Eba! Desde o começo do ano, quando estava lendo Ariano Suassuna, fica piscando na minha cabeça a idéia de fazer um cordel pra "Ozzelha, a ovelha metaleira", a personagem da minha história em quadrinhos (que faz um bom tempo que não faço). Mas como eu gosto de fazer tudo, queria xilos da Ozzelha pra ilustrar o cordel. Agora já tenho quase tudo o que preciso, só me falta a tinta e o papel especial. Aguardem.



Pra quem não conhece a Ozzelha, não vou colocar uma história pois a Ozzelha não está devidamente registrada em meu nome, mas mando uma fotinho. O objetivo da Ozzelha em suas histórias é acabar com a música ridícula através dos poderes de Ozzy Osbourne. Diz ela: "Pelos poderes de Ozzy Osbourne, senhor do heavy metal, ajude a salvar o mundo dessa merda de música ridícula!"




Procurando livros sobre xilogravura na biblioteca da faculdade me deparo com "Folclore Nacional I - festas, bailados, mitos e lendas". Faz parte de uma coleção de três volumes. Tem também "Folclore Nacional II - danças, recreação e músicas" e "Folclore Nacional III - ritos, sabença, linguagem, artes populares e técnicas tradicionais" Todos do Alceu Maynard Araújo.











Não comecei a ler ainda, mas tô louca pra comprar a coleção pra mim. Só de passar as páginas já vi várias imagens e fotos, ilustrações, poemas, cantigas, tem até partituras!!! Parece ser muito very nice.


Rapidamente: domingo de Páscoa teve Tom Zé aqui em SBC. Fui. O show foi muito mais legal que o de Santo André. Tocou bem mais, o Tom Zé tava animadíssimo, o palco era baixinho e bem próximo da platéia, assim o show foi bem mais interativo, e teve mais coisa do "Todos os Olhos". No meio do show o Tom Zé anuncia que uma moça ia vender cd's e afins. Fui lá atrás de um vinil de "Todos os Olhos". Chegando lá, surpresa! Tom Zé!

Hahahahahahha! Abracei, dei beijo e tirei foto. Pedi pra autografar meu All Star. Não tinha o vinil. A foto do beijo saiu no mesmo estilo de uma que tenho com o Chico César. Mas não é nenhuma tara louca. Vou explicar: achei que eu tava muito bagunçada e não queria sair feia na foto com o Tom Zé, aê pensei que naquela pose o risco de sair torta na foto seria menor. Simples assim. Nossa, fiquei MUITO feliz de "conhecer" o Tom Zé! Foi uma surpresa adoravelmente adorável, meu coração tava disparado de emoção, o cara é ícone, a história dele conta muita coisa da história de música brasileira e da ditadura. Taí:














Pra finalizar, já que estamos falando de cultura, li na edição do mês passado da Revista do Brasil uma reportagem falando sobre campos de concentração no Ceará durante a seca de 1932. Achei uma folha no meio do meu material da faculdade com o seguinte trecho anotado à lápis, falando sobre a atual existência de campos de concentração: "exemplos são os conjuntos habitacionais construídos em cidades-dormitório para afastar os pobres do usufruto dos bens culturais e de lazer oferecidos pelas cidades. Desestimulados pelo cansaço da semana de trabalho, pela distância e pelo transporte ruim, os mais humildes acabam deixando para os ricos o que as cidades oferecem de melhor" - Kênia Rios.

Reflitam.




Muchachos e muchachas, bons dias a todos.

Beijo0o0o0o0o0o0o0o0o0os aos interessados.

terça-feira, 5 de abril de 2011

[ ] - [ 23-03-2011 ]

No hermetismo do meu quarto
as paredes
e eu
não temos nada pra falar
uma com a outra.
O Homem Vitruviano não sorri
mas está de braços abertos.
Eu sorrio,
mas de olhos fechados.





Homem Vitruviano - Leonardo Da Vinci - lá por 1490

Adoro esse desenho. Tem todo aquele lance do "phi" [ ϕ ] e da proporcionalidade. Acho que isso faz do "homem" como ser físico não apenas homem/ carne, mas uma "coisa" elaborada e planejada, uma estrutura que "faz sentido", não simplesmente uma "formação mássica" [nossa!Quantas aspas precisei pra esse pensamento!].Muito interessante. E é atualmente a unica coisa agragada à parede do meu quarto.










phi

[ Boletim Informativo Pessoal ] - [ 10 ]

Opa! Sem desculpas dessa vez pela demora da atualização. Simplesmente não atualizei^^

às vezes fico achando que essas coisas são insignificantes e que tenho que dedicar meu tempo a coisas mais palpáveis e fisicamente existentes. Sei lá. Eu acho isso bom, ter o pensamento sempre mudando e mudando, assim dá pra enxergar a mesma coisa de mil maneiras diferentes, é bem legal.

Tô sempre lendo e escrevendo, e agora resolvi pintar com aquarela! Hhauhahuauhuha
Tem uma história, lá vai:

Tenho uma priminha, Ana Beatriz, de 3 anos, que é o xodó da minha mãe. Esses tempos minha mãe deu a ela vários lápis de cor, e giz de cera e tintas e tudo o mais, dizendo pra minha tia que era pra "estimular a criatividade dela". Aí eu fiquei com ciúme [ falando em ciúme, ouçam O Ciúme - Caetano Veloso, é a música mais lindo do momento ] e disse pra minha mãe "hey! você nunca se preocupou em estimular a MINHA criatividade!" [ eu tava num momento bem tenso, estressada com provas de cálculo e tudo o mais, e pouco tempo antes estava pensando que eu poderia muito bem ter algum dom artístico, aí eu não precisaria estudar cálculo, pois eu seria artista ] Enfim... Um tempo depois minha mãe chegou em casa com um estojo de aquarela pra mim. Eba!

Fui pintar meu primeiro quadro. Na verdade pintei numa das folhas do meu caderno "de coisas" esse que eu escrevo minhas coisas (durd!). Foi uma tarefa bem difícil, uma vez que meu cachorro Sirius comeu os pincéis de casa. Os dois pincéis que usei estão com "o cabelo" todo estraçalhado e tals. Mas achei legal. Agora tô sem a foto do "quadro" aqui, mas prometo que amanhã a adicionarei. (Opa! Fotos adicionas. Hoje é o amanhã a que eu me referia! Hhuauhahua)

Sirius estraçalhando coisas em casa

Opa! Taí meu "quadro". Chamei de "Ipanema"

Legal que a aquarela "vazou" pras outras folhas do caderno, criando mais "obras" do que eu intenciona, ficou maior legal. Vou colocar aqui como ficou o verso do "quadro" e as outras folhas manchadas pela tinta:







Estou lendo muito Bukowski! Acho muito engraçado!
Opa, falando em leitura, vamos atualizar minha lista de "leituras atuais":
- Pulp - Charles Bukowski
- A mulher mais linda da cidade e outras histórias - Charles Bukowski
- O amor é um cão dos diabos - Charles Bukowski
- Misto-quente - Charles Bukowski
- Antígona - Sófocles
- Eu e Outras Poesias - Augusto dos Anjos
- A Metamorfose - Franz Kafka
- O Veredicto - Franz Kafka
- Fique por dentro da Física Moderna - Gribbin, John
- Os Botões de Napoleão: as 17 Moléculas que Mudaram a História - Jay Burreson/Penny M. Le Couteur

Recomendo principalmente Fique por dentro da Física Moderna e Os Botões de Napoleão. O primeiro obviamente fala de física, desde a clássica até a quântica, e o segundo fala de química. Os dois são MUITÍSSIMO interessantes, e mesmo quem não manja realmente física ou química pode lê-los sem problema. Não faz mal que você não entenda as equações do Einsten ou do Isaac Newton, a história é bem legal e dá pra compreender a idéia facilmente. O mesmo pro livro de química. Mesmo sem entender bulhufas das ligações químicas e todos aqueles desenhos de anéis benzênicos dá pra pegar a idéia de como "surgiram" moléculas que hoje em dia nos proporcionam todo o "conforto da modernidade".

Ganhei um livro de poemas de Vinícius de Moraes do meu amigo Renê, do atletismo, mas ainda não comecei a ler.

Valew, Renê!

Henry Charles Bukowski Jr.


Agora a melhor parte:

DIA DOIS DE ABRIL TEVE OZZY AQUI EM SÃO PAULO!!!

UHUL!!!

É claro que eu fui. Que pergunta mais desnecessária.







Foi muito foda!
Nem adianta eu tentar escrever alguma coisa do show que eu não consigo, já tentei. Vou ficar presa no "nossa, puta merda, caramba, foi demais! Não! Peraê, foi muito louco! Foi surreal, absurdamente bom!..." e por aí vai.

Na fila para entrar pro show encontrei um amigo meu e furei fila. Pois é... é a vida... Mas no fim das contas descobri que esse meu amigo é meu primo de 2°grau!!! Hhahahahaha o nome dele é Tiago Melito, e eu o conheci na ETE Lauro Gomes, de São Bernardo [ hoje ETEC Lauro Gomes ]. Depois, já lá dentro, encontramos com outro amigo meu da ETE, O Zé! E depois ainda encontramos a Gisely da minha faculdade e seu namorado (a Gisely que me passa coisas de violão erudito). Adorei encontrar amigos e curtir todo mundo jundo o show do Ozzy.

Choveu MUITO! Fiquei ensopada! Meu all star ficou liquefeto no meu pé!
Huhauhahuuhahuahuuha
Pulei demais, berrei demais todas as músicas. Isso mesmo, berrei as músicas, e acho que assassinei minhas cordas vocais. Até hoje dóis pra engolir. Bad, mas valeu a pena, certeza.
AAAAAAHHHHHHHHHH1 Muito bom!

(Eu, assassinando minhas cordas vocais)

Mas no show pensei: não é à toa que o Ozzy faz tanto sucesso. As músicas dele são realmente boas. Letras harmonia e tudo o mais. E o Ozzy é muito lindo e simpático e divertido.

E é verdade. O Ozzy sempre trabalhou com ótimos músicos. E eu realmente acho as letras dele muito legais. Vou colocar as fotos que valem mais que esse monte de letras agregadas aqui:

Meu mais novo primo, Melito, Raquel, Eu e Bruno, logo que entramos na arena

Ensopada! Depois da primeira de muitas chuvas





Gisely, Tiago, Bruno e Eu

Tiago, Gisely, Zé, Melito, Raquel, Bruno e Eu. Todos ensopados e destruídos depois do show


Provavelmente de tanto pular, de ficar muito tempo de pé, de estar de all star, de tomar muita chuva e passar frio, quando o show acabou eu mau conseguia dobrar meus joelhos para andar. E cada vez que apoiava os pés no chão para dar os passos necessários para minha locomoção, sentia uma dor terrível! E essa dor persistiu no Domingo, dia seguinte ao show, foi bad. Passei o domingo destruída.

Bom, depois do show demoramos, Bruno e eu, cerca de 1h30min pra conseguirmos sair do estacionamento, e quando saimos, estávamos do lado não desejado da marginal Tietê. Tivemos que dar a volta por São Paulo pra voltarmos pra São Bernardo. Pegamos a marginal Tietê até a marginal Pinheiros e de lá seguimos pra zona sul. Passamos no Habbib's pra comer qualquer coisa, pois a fome era absurda e fomos dormir. No outro dia, pra voltar pra casa, peguei ônibus de pijama, pois como disse, minhas roupas estavam ensopadas! Sem contar que meu cabelo estava totalmente descaracterizado. Parecia que alguém tinha varrido a Av.Paulista com minha cabeça! Hahaha! Meu cabelo estava assustador.




Bom, acho que é só. Qualquer coisa eu reedito aqui!

Muchachos e muchachas até a próxima!

Beijo0o0o0o0o0o0o0o0os aos interessados.