segunda-feira, 15 de agosto de 2011

[ Confissão seguida de súplica ] - [ 11-08-2011 ]

Súbita calma e euforia
Simultânea maravilha
Corda faltante da lira
Luz primeira do dia
que me tirou o ar

natural destreza
imensurável leveza
indiscutível certeza
uma maçã sobre a mesa
mordida com força e vontade

repousa nela a marca dos dentes
involuntária confidente
de quem sentiu o fogo ardente
tocar a pele fremente
e nem tentou resistir

Há de haver clemência
a quem em sã inconsciência,
embebido na essência
provou da existência
do pecado original.




Hey hey hey!

Buenos dias!

A mente humana é capaz de idéias supreendentes, mas também é muito previsível. Antes que vocês alimentem idéias pecaminosas sobre minha pessoa, assistam "Closer - perto demais". Isso aí foi depois de assistí-lo. Gostei muito do filme, realmente interessante. Gostaria de poder comentar mais sobre ele, mas não vou me arriscar, considero não suficientes meus conhecimentos em antropologia e sociologia. Limito-me a dizer que a natureza humana é indecifrável. Pior ainda o comportamento social. Mas vamos deixar isso de lado por enquanto. Espero um dia poder falar mais sobre.


[ Boletim Informativo Pessoal ]



Já repararam como as conversas matutinas são legais? Eu reparei hoje. Acontece que de manhã "ainda não aconteceu nada", então as coisas sobre as quais falamos são mais... sei lá... despreocupadas, inocentes, não sei definir, livres, talvez.

A conversa matutina que tive hoje foi assim, e tem meio que a ver com o que publiquei hoje. Conversando sobre as novidades do semestre, Renata, colega de classe e amiga minha disse que uma das novidades é que eu agora uso maquiagem. Eu a corrigi dizendo que "possuo" maquiagem, uso aleatoriamente. E nem possuo tanto assim. Tenho só um negócio de pentear os cabelos do olho, vulgo rímel, e um pozinho do bochechas (nossa, que palvar legal de se escrever, bochechas, acho que é a primeira vez que a escrevo, sério).

Comentando sobre o assunto, disse que na ocasião da estréia do meu eu maquiado, tive uma crise de identidade. Sério. Uma das minhas lamentações na ocasião: "não quero virar mulher!". Sempre comentei que achava a maquiagem uma coisa desnecessária, ainda acho. Bom... eu gosto de me apresentar como realmente sou, não tenho problemas em "mostrar meus defeitos". Nada tão bonito quanto a naturalidade. Ainda quero defender meu discurso, mas será que posso agora que eventualmente penteio os cabelos dos meus olhos? Acredito que sim. Afinal, pentear os cabelos dos olhos não muda nem esconde nada.

Mas minha crise de identidade fica boba quando comparada à crise de identidade que o ser humano vem sofrendo. Pessoas seguindo um padrão "ideal" de beleza, que bobeira. Todo mundo querendo ser igual à foto e bradando ser diferente. Ou tentando ser tão diferente que acaba todo mundo igual. Que confusão. Vou deixar em aberto, reflitam.


Competi esse fim de semana. Salto Triplo. Primeira competição depois do machucado. Não melhorei nem nada, mas gostei da prova, fiquei animada. A adrenalina me fez bem. Depois fui direto encontrar minha família. Era dia dos pais. Não sei se meu pai lê meu blog, mas vou deixar registrado também aqui meus parabéns a ele. Esquisito isso. Tipo: "parabéns, pai, por me ter como filha", será que é esse mesmo o sentido desses parabéns? Enfim... Como sou uma pessoa sensível e chorona, eu chorei ao abraçar meu pai e dizer a ele coisas que afinal não precisam ser ditas. Não precisariam ser ditas na ocasião e nem precisam ser escritas aqui e agora. Certas coisas perdem toda a beleza quando saem da cumplicidade de quem as viveu.

*pensamento* caramba, essa minha última frase saiu realmente bonita. Dá até pra imprimir e usar de marcador de página pra livros.

É o que tem pra hoje.

Muchachos e muchachas, té breve.

Aos interessados, um beijo.


quarta-feira, 20 de julho de 2011

[ EUVOCÊ, UMNOUTRO, INDISTINGUÍVEIS NUM SÓ NÓS ] - [ 03-07-10 ]

Seu cheiro é suave como perfume de fruta trazido pelo vento e envolvente como perfume doce insaciável. E tudo isso emana de uma pele macia e bronzeada de traços raros esculpidos por deuses.
Dentro de seus olhos mora o infinito, de verdade irracional tão quente e rasa, que explode em supernova para criar um universo só seu onde tanto quero me perder.
Seu toque não é físico, pois toda a matéria se desfaz para receber o afago.
E sua presença brilha tão mais que o sol que faz o mundo cair em inexistência.
E da calmaria vem a inquietude de não saber como pode o surreal em sua plenitude estar em frente a mim, como um espelho que não devolve a imagem em luz, mas em som, tão infinitamente belo.




Então: hoje é aniversário do blog, viva! Felicitações a mim e a quem o suporta! Uhul!
Não vai ter bolo nem brigadeiro. Mas se alguém quiser tomar um cerveja pra comemorar é só chamar, eu aceito apesar de ultimamente preferir vinho a cerveja. Enfim: parabéns tchá-tchá, parabéns tchá-tchá...

Bom, vou explicar esse texto: aconteceu numa tarde em que eu tomava sol, lia sobre filosofia, pensava em poesia e contradição/paradoxo e eu também fiquei viajando um tempão filosofando (pois é) sobre a noção do tempo e tals, aê fiquei viajando sobre física e optica e luz e universo e supernovas e afins. Foi assim que aconteceu. Estava lendo e anotando algumas coisas e no meio das anotações o texto.



Por que exatamente esse texto no aniversário do blog? Foi por conta desse texto que criei o blog!!!
Gostei muito dele. E na época não sei porquê nem como mas "as pessoas" sabiam que eu escrevia, então de vez em quando ( ou de quando em vez, como diria José Lins do Rego - talvez esteja viajando, mas pelo que me recordo é isso mesmo) mandava algumas escritas para galera seleta comentar e criticar e etc. E todo mundo (as pessoas pra quem apresentei) gostou muito também e todos ficaram a me incitar a criar um blog para publicar minhas coisas. Do dia 3, criação desse texto, até o dia 21,criação do blog, fiquei a matutar se minhas coisas realmente tinham algum valor pra eu deixar assim, pra quem quiser ler. Até hoje ainda não respondi essa pergunta, acontece que eu estava realmente entediada com minhas férias e o fiz. O blog.

Bom ou ruim, tanto faz. Taí. Melhor que novela. Disso tenho certeza. Aliás: odeio novela.

Ainda sobre o texto e pegando também o blog: não sei se vocês sacaram (não sei se já deixei explícito ou subentendido sequer), mas eu tenho paixão por algumas coisas da física como luz/espelho/imagem (optica) e universo - matéria e anti-matéria, Newton e Einstein, F=m.a e E=mc² e etc. Aliás, como eu gostaria de saber 6,02x10²³ vezes mais de física do que eu sei! Já pensei até em fazer um curso livre de física. Eu piro. Gosto também de vidro e de água. Translúcidos em geral. O interessante é que as pessoas não me consideram assim, muito lúcida... Também tenho paixão por tempo, ou pela noção de tempo, ou pela percepção do que é tempo. Quem foi que disse que o minuto tem 60 segundos? O que é 1 segundo? "Desde 1958, o segundo foi definido como sendo, 9 bilhões, 192 milhões, 631 mil, 770 mais ou menos 20 ciclos de radiação de um átomo de césio quando não perturbado por campos exteriores" de acordo com o texto de Ilha das Flores, Jorge Furtado dezembro/1988. Para entender melhor, estude a respeito de "decaimento radioativo" em qualquer livro de química de nível médio.



Ilha das Flores, excelente filme. Recomendo pra quem ainda não viu. Pra quem já viu também.

"Os seres humanos são animais mamíferos, bípedes, que se distinguem dos outros mamíferos, como a baleia, ou bípedes, como a galinha principalmente por duas características: o telencéfalo altamente desenvolvido e o polegar opositor.
O telencéfalo altamente desenvolvido permite aos seres humanos armazenar informações, relacioná-las, processá-las e entendê-las.
O polegar opositor permite aos seres humanos o movimento de pinça dos dedos o que, por sua vez, permite a manipulação de precisão.

O telencéfalo altamente desenvolvido somado a capacidade de fazer o movimento de pinça com os dedos deu ao ser humano a possibilidade de realizar um sem número de melhoramentos em seu planeta, entre elas, plantar tomates."



Adoro esse filme entre outras coisas pelo fato de que a minha linha de raciocínio é "bem assim" desse jeito meio louco em que o filme é apresentado.


Física, tempo, minha paixão por música, doidêra... Deu no que deu. Melhor: não deu ainda. Estou em constante transformação.



Não quero colocar Boletim Informativo Pessoal. Minhas férias? Quase o de sempre: livros e mais livros, violão, vinil. Só os treinos que estão capengas. Machuquei o joelho (resumindo) dia 5 de maio, desde lá 7 semanas de fisioterapia. Voltei aos treinos essa semana, só um trabalho de preparação pra aguentar treinar de novo.

Depois que ler todos os livros que aluguei e comprei coloco um post sobre eles. Atenção: isso não é uma promessa, só uma intenção.

Ontem depois de ouvir uns discos ( Ney Matogrosso, Maria Bethânia, Milton Nascimento e Gilberto Gil) e pintar de aquarela vermelha uma madeira com a Ozzelha talhada nela, deitei para dormir. Um milhão de coisas ficaram passando pela minha cabeça e me impedindo de dormir. Peguei papel e caneta na prateleira ao lado da minha cama. Eis:


Não tenho me dedicado muito a escrever. Eu acho que não rola essa de sentar com caneta na mão e papel na mesa e forçar qualquer coisa a acontecer. Tem que deixar acontecer (e ter papel e caneta por perto). Também não tenho escrito nada longo. Isso porque eu moro em São Paulo e quem mora em São Paulo não pode perder tempo escrevendo poesia porque o farol já abriu e o carro de trás logo vai businar. E já se sabe que se alguém começa as businas nunca cessam.

Agora tô testando essa coisa de escrita direta. Muito mais por ler os textos que Caetano escrevia pr'O Pasquim durante o exílio do que por ter lido mês passado poesia beat de Allen Ginsberg.

Por que as prateleiras juntam tanta poeira? De onde vem a poeira se a casa estava fechada?

Tenho ouvido muito Caetano, muito mesmo. A poesia realmente me agrada e o ritmo e o violão e o som e tudo também. Ele podia dar nomes melhores pros discos dele, acho-os muito simplistas. Não que eu não goste de simplicidade... Sei lá. "Sei lá" é o que eu mais digo. Por que preciso saber? Eu gosto muito de saber, mas por quê?

Eu gosto mesmo é de tomar banho ouvindo Caetano. A melhor de todas é "Rapte-me camaleoa". Dá o ritmo perfeito para a ensaboada. Tem também "Cajuína".
Existirmos - a que será que se destina?
Mas como não tenho nenhum disco com as 2 músicas, acabo tendo que escolher entre uma e outra. Eu ouço Caetano em long play. Eu queria ter escrito "O ciúme".

Tem também "Meia-lua inteira" que é o hino de toda terça-feira capoeira rá rá rá e também de todos os outros dias e "Tropicália" que eu classifico como atemporal e que sempre me leva a ouvir "Geléia Geral" e "Marginália".

O tempo realmente tem passado mais rápido. Posso afirmar tranquilamente pois faz bem uns 6 meses meu pai me deu um relógio e é só eu olhar pro punho esquerdo pra ver o tempo correndo em círculos como um desesperado que afinal não sabe realmente para onde ir.
Está sendo estranhamente fácil e agradável para mim essa tal escrita direta uma vez que eu sou uma pessoa viciada em vírgulas, afinal, para não perder o costume, coloquei algumas.

Mas é uma escrita muito perigosa uma vez que você escreve sem pensar então a chance de sair alguma coisa realmente idiota é bem grande. Mas pensando bem não tem como escrever sem ter pensado antes (e essa minha última saiu meio redundante, não?). De qualquer forma acredito que mesmo que por um milésimo de segundo que é não sei quantos ciclos de radiação de um átomo de césio a palavra antes de passar pro papel passa pela cabeça. Deixa quieto.

Navegar é preciso, viver não é preciso. Sempre que ouço me lembro dos conceitos de "acurácia" e "precisão" que tive nas minhas aulas de topografia no quinto semestre de engenharia ambiental. Precisão é tipo 'o grau de dispersão em torno da média' e acurácia é tipo 'quão próximo você está do seu "alvo"'.

Esse papo meu tá qualquer coisa, e, olha só que triste: eu nunca fui para Marrakesh. Chega pontofinal



Muchachos e muchachas, inté.
;)

quarta-feira, 4 de maio de 2011

[ H.C.B. ] - [ 20-03-2011 ]

Eu leio Bukowski.
Meu namorado até hoje acha que
Bukowski é filosofia
e ele me diz
que sou cheia de bancar a intelectual
andando por aí
com meus livros do Bukowski.
Quando ele descobrir,
quando ele ler Bukowski,
ele vai me dizer
"Hey! Eu que deveria ler Bukowski!
E você deveria achar isso muito
nojento e repugnante.
E me chamar de sujo!"
E eu vou rir
e dizer
que ele é muito bobo
e que eu acho Bukowski engraçado
Aí talvez ele entenda
que,
afinal,
eu nunca quis bancar a intelectual.
Mas eu realmente ficarei puta
se ele começar a ler Bukowski.




Hey hey hey!!!

Olha só eu aqui postando com certa periodicidade! Quem diria...

;)

Então, como disse no post anterior, li muito Bukowski. Essa (poesia)* é "sobre" ele e saiu no estilo dele (pelo menos é o que me parece).

* ainda hoje tenho dificuldade em classificar poema/poesia. =/

E a história é verídica. Meu namorado realmente achava que Bukowski se tratava de filosofia. Hahahahahaha. Bom, acho que agora ele já sabe que não é esse o estilo de Bukowski. E se não sabe, depois dessa vai saber.

[ Boletim Informativo Pessoal ] - [ 11 ]

Opa!

Cabei de ler o livro de poesias do Vinícius de Moraes que ganhei dum amigo meu do treino (de atletismo), Renê.

Gostei bastante. A maioria das poesias trata de amores e mulheres e, já que está na mesma postagem, de um jeito BEM diferente do Bukowski. Pro Vinícuis, a mulher é um ser digno de dar e receber amor e afeto e é admirável, bem bonitinho. Pra ele o amor e a paixão existem e são facilmente observáveis. Pro Bukowski, bem... A mulher existe, e está logo ali na esquina, e ela é cruel e absolutamente impossível de entender. Complicadas, porém necessária. E o que mais o incomoda são as pernas das mulheres.

O que acho mais legal em livros de poesia, é a capacidade de tornar qualquer coisa em poesia. Eles podem fazer uma poesia com o tema minhoca, ou com o tema macarão, ou com "bater o dedinho do pé na quina da cama" que fica legal. O que quero dizer com "fica legal" é "não soa idiota". Sempre que escrevo (tento escrever) sobre esse tipo de coisa leio e penso "digno de uma poesia de uma criança de 12 anos". Talvez nem pareça idiota pros outros, mas pra mim parece, sei lá. Deixa quieto.

Então, tem também o famoso "Rosa de Hiroshima", que ficou famoso (ficou estranha essa frase) pela interpretação de Ney Matogrosso nos Secos e Molhados, banda que gosto muito. Já que toquei no assunto, recomendo:

(1973)

(1974)

Enfim, foi bom ler Vinícius de Moraes depois de tanto Bukowski. O mundo ficou mais limpo e as pessoas mais dignas de confiança.

Li também "Homem sem Nome" de Adriano Silva. Gisely, da faculdade, aquela que me descolou um método pra violão erudito, me emprestou dizendo: "cuidado, esse livro é punk!".

E é punk mesmo! "Demorei" pra ler esse, coisa de 1 semana. Livros do tamanho dele costumo ler em 1 dia/1 tarde se a leitura for fácil e o tema me interessar e/ou se estiver totalmente mergulhada na leitura. Hoje (quarta-feira), devolvendo o livro pra ela, comentei: "ainda bem que demorei pra ler esse livro. Se o tivesse lido numa só, estaria com sérios problemas".

Acontece que é uma desgraceira só. É loucura, é a realidade andando bêbada na corda bamba do impossível. Taí o resuminho que aparece atrás do livro:
"Quão baixo pode descer um homem? Quão longe pode chegar na descontrução de sua própria imagem, na negação de tudo que acreditou ser? Qual aspecto tem o avesso de uma vida mediana, ordinária? Quantos desvãos pode alguém descobrir em si mesmo? Quantos abismos interiores é possível confrontar, sem que a lucidez se perca, sem que a escuridão cubra tudo? Homem sem nome é um livro sobre limites. Os limites do protagonista e os do leitor."



O livro trata-se resumidamente sobre a destruição de sonhos. É bem violento, pesado mesmo. É agonizante. Alguns trechos repulsivos. Cheguei a quase vomitar em algumas partes, sério. Cada vez que fechava o livro me indagava "será que o homem pode realmente chegar a esse ponto?". E quando você olha à sua volta, anda no centro sujo da cidade, assiste ao noticiário, tudo te diz "sim, é possível." mas o que alivia é que você (pelo menos eu) continua acreditando ser impossível. Vocês podem chamar de qualquer coisa. Ainda estou confusa se chamo essa esperança de "mera ilusão" ou de "há salvação". Acontece que acredito que a simples crença de que o mundo/homem não é assim tão horrível, já fez do mundo/homem algo melhor.

O que me intrigou, como sempre, são as semelhanças: a descrença da personagem principal (o homem sem nome, que realmente não tem nome) em sua carreira devidamente construída com muito estudo e dedicação. Ter um bom trabalho, ter família. O que isso realmente significa? É nisso que se resume a felicidade? Muitas vezes penso "tudo bem, faço engenharia. Todos me dizem que serei uma ótima engenheira. E daí?"

Afinal, do que todos nós precisamos?
Enfim, são só momentos de estresse. Mas acho que todo mundo já passou por isso, que pensando bem, acho bom que aconteça. Parar um pouco e refletir sobre o que está fazendo e porquê. As vezes você pode realmente estar perdido. Qualquer coisa, só redefinir o objetivo.

;)

[continuando 05-05-2011]

Bom, mal devolvi "Homem sem nome" pra Gisely (ontem) hoje ela chega e me coloca sobre a carteira "Ao sul de lugar nenhum" do Bukowski. Um livro de contos. A crítica diz: "O velho safado em sua melhor forma". Já li 16 dos 27 contos, estou quase terminando o livro. Tudo o que se espera de Bukowski.^^

Já que tô falando muito da Gisely...
Quinta passada fomos Akio (estudou comigo num curso técnico em química e metalografia), Gisely e eu ao Centro Cultural Vergueiro. Aproveitamos pra tomar uma cerveja no bar mais porco que tem na vizinhança para discutirmos se o mundo era um lugar justo ou injusto. Conversa vai, conversa vem, de repente estávamos a falar da variedade sexual dos anões. Pois é. Gisely disse que no bairro dela tem um casal de anãs lésbicas, concluímos que elas são realmente um casal muito alternativo.

Hahahahaha

Falamos bastante sobre música, de como chegamos a curtir rock n' roll e depois MPB e jazz e música clássica. Todos temos aspirações musicais. Gisely toca piano, dá aulas. Bem sucedida. Akio está com uma banda, Pastor Rotweiller, o som é legal, tipo blues. Tá no caminho. E eu, bem... Minha mãe diz que faço bastante barulho.

Comentamos também sobre "Ovo de codorna" do Luíz Gonzaga. Depois de "Eu tô madurão/Passei da flor da idade/Mas ainda tenho/Alguma mocidade" eu sempre dou risada! "Eu tô madurão"... Hahahahahah. É MUITA malandragem! Está definido: ovo de codorna é o viagra do agreste e o Luíz Gonzaga é muito malandro. Eu imagino perfeitamente um xaveco de bar com esse trecho da música.

Num momento o Akio comenta algo como " o Chico César tá recebendo boas críticas pela atitude dele de falar que não vair contratar bandas de falso forró pras festividades juninas lá na Paraíba" e ficamos falando disso. A conclusão foi que é isso aí mesmo, que tem que valorizar a cultura, o que merece ser valorizado. A música tosca já recebe apoio demais da sra. ignorância. Não tem o menor sentido divulgar músicas com letras ridículas e consequentemente "coreografias" ridículas com bundas balançantes. Isso a gente tem sobrando na TV. Quer ver esse tipo de tosqueira fica em casa vendo Faustão.

Apoiamos a atitude do Chico! Desce mais uma aê Durval!

Aí nessa terça dei uma passadinha no Sindicato dos Servidores Públicos, da CUT, aqui de São Bernardo e peguei a edição do mês da "Revista do Brasil", da rede Brasil atual. E lá pro final da revista, não é que me aparece uma reportagem sobre a atitude do Chico César de "privilegiar manifestações artísticas populares"? Legal, gostei. Very nice.
No dia seguinte cheguei na faculdade e entregando a revista pra Gisely, disse: "olha só que very nice: nosso papo de buteco saiu na revista".

;)


Quem quiser ler, pode encontrar em www.redebrasilatual.com.br. É a edição nº58 abril/2011. A reportagem está na seção "cultura".
(Desculpe, mas nunca consigo colocar link nisso daqui)


Ganhei um jogo de goivas pra xilogravura do meu namorado! Eba! Desde o começo do ano, quando estava lendo Ariano Suassuna, fica piscando na minha cabeça a idéia de fazer um cordel pra "Ozzelha, a ovelha metaleira", a personagem da minha história em quadrinhos (que faz um bom tempo que não faço). Mas como eu gosto de fazer tudo, queria xilos da Ozzelha pra ilustrar o cordel. Agora já tenho quase tudo o que preciso, só me falta a tinta e o papel especial. Aguardem.



Pra quem não conhece a Ozzelha, não vou colocar uma história pois a Ozzelha não está devidamente registrada em meu nome, mas mando uma fotinho. O objetivo da Ozzelha em suas histórias é acabar com a música ridícula através dos poderes de Ozzy Osbourne. Diz ela: "Pelos poderes de Ozzy Osbourne, senhor do heavy metal, ajude a salvar o mundo dessa merda de música ridícula!"




Procurando livros sobre xilogravura na biblioteca da faculdade me deparo com "Folclore Nacional I - festas, bailados, mitos e lendas". Faz parte de uma coleção de três volumes. Tem também "Folclore Nacional II - danças, recreação e músicas" e "Folclore Nacional III - ritos, sabença, linguagem, artes populares e técnicas tradicionais" Todos do Alceu Maynard Araújo.











Não comecei a ler ainda, mas tô louca pra comprar a coleção pra mim. Só de passar as páginas já vi várias imagens e fotos, ilustrações, poemas, cantigas, tem até partituras!!! Parece ser muito very nice.


Rapidamente: domingo de Páscoa teve Tom Zé aqui em SBC. Fui. O show foi muito mais legal que o de Santo André. Tocou bem mais, o Tom Zé tava animadíssimo, o palco era baixinho e bem próximo da platéia, assim o show foi bem mais interativo, e teve mais coisa do "Todos os Olhos". No meio do show o Tom Zé anuncia que uma moça ia vender cd's e afins. Fui lá atrás de um vinil de "Todos os Olhos". Chegando lá, surpresa! Tom Zé!

Hahahahahahha! Abracei, dei beijo e tirei foto. Pedi pra autografar meu All Star. Não tinha o vinil. A foto do beijo saiu no mesmo estilo de uma que tenho com o Chico César. Mas não é nenhuma tara louca. Vou explicar: achei que eu tava muito bagunçada e não queria sair feia na foto com o Tom Zé, aê pensei que naquela pose o risco de sair torta na foto seria menor. Simples assim. Nossa, fiquei MUITO feliz de "conhecer" o Tom Zé! Foi uma surpresa adoravelmente adorável, meu coração tava disparado de emoção, o cara é ícone, a história dele conta muita coisa da história de música brasileira e da ditadura. Taí:














Pra finalizar, já que estamos falando de cultura, li na edição do mês passado da Revista do Brasil uma reportagem falando sobre campos de concentração no Ceará durante a seca de 1932. Achei uma folha no meio do meu material da faculdade com o seguinte trecho anotado à lápis, falando sobre a atual existência de campos de concentração: "exemplos são os conjuntos habitacionais construídos em cidades-dormitório para afastar os pobres do usufruto dos bens culturais e de lazer oferecidos pelas cidades. Desestimulados pelo cansaço da semana de trabalho, pela distância e pelo transporte ruim, os mais humildes acabam deixando para os ricos o que as cidades oferecem de melhor" - Kênia Rios.

Reflitam.




Muchachos e muchachas, bons dias a todos.

Beijo0o0o0o0o0o0o0o0o0os aos interessados.